Projeto CLIMOS 2025

Fundação Jacqueline Dias de Sousa contribui para o projeto europeu CLIMOS

 

A Fundação Jacqueline Dias de Sousa mantém o seu compromisso com a investigação científica e a promoção da saúde pública através da continuidade da colaboração com o Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), no âmbito do projeto europeu CLIMOS.

Nos terrenos da Fundação permanecem instaladas armadilhas luminosas para a captura de flebótomos, bem como um datalogger destinado à monitorização da temperatura e da humidade. Estes equipamentos permitem recolher informação essencial para o estudo destes pequenos insetos voadores, conhecidos por serem vetores de doenças como a leishmaniose e de alguns vírus responsáveis por síndromes gripais.

 

Devido à sua elevada sensibilidade às condições ambientais, os flebótomos constituem importantes indicadores do impacto das alterações climáticas na saúde humana e animal. Neste contexto, o projeto CLIMOS – Quadro de Monitorização Climática e Apoio à Decisão para a Deteção e Mitigação de Doenças Transmitidas por Flebotomíneos – tem como principal objetivo compreender e mitigar os efeitos das alterações climáticas na emergência, transmissão e disseminação de doenças transmitidas por vetores e zoonoses.

Através da monitorização de populações de flebótomos em diferentes regiões da Europa, o projeto procura identificar fatores climáticos e ambientais que influenciam a sua distribuição, contribuindo para o desenvolvimento de sistemas de alerta precoce e de estratégias eficazes de prevenção e controlo.

 

Durante a Assembleia Geral do projeto CLIMOS, realizada na Turquia e organizada pela Universidade de Ege, foram apresentados os mais recentes avanços na monitorização destes vetores, na identificação de agentes patogénicos e na modelação climática aplicada à saúde pública.

Os resultados obtidos revelam diferenças significativas na densidade de flebótomos e na presença de agentes patogénicos, como a Leishmania e os Phlebovirus, em várias regiões da Europa e da bacia do Mediterrâneo. Em Portugal, foram já concluídas a identificação dos flebótomos e a análise dos patógenos relativos às amostras recolhidas em 2023, encontrando-se atualmente em curso o estudo das amostras de 2024.

As projeções climáticas indicam ainda uma possível expansão dos habitats destes vetores nas próximas décadas, reforçando a importância da investigação científica e da implementação de medidas preventivas. O projeto CLIMOS destaca igualmente a necessidade de aproximar a ciência das políticas públicas, promovendo ações de sensibilização junto das comunidades e desenvolvendo materiais de formação para profissionais de saúde e de controlo de vetores.

 

Ao integrar esta iniciativa internacional, a Fundação Jacqueline Dias de Sousa reafirma o seu compromisso com a ciência, a inovação e a promoção de soluções que contribuam para uma sociedade mais informada, resiliente e preparada para os desafios colocados pelas alterações climáticas.

 

Para mais informações, visite https://climos-project.eu